Os gatos merecem mais respeito!

Posted by : Daniele Claudino
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

  Oi, queridos leitores? Tudo bem com vocês, meus lindos? Espero que sim e se não... Não desanimem! Seja qual for o seu problema, tenha fé de que tudo vai se resolver. Não deixe a tristeza oprimi-lo! ;)

   Bem, gostaria de compartilhar com vocês, algo que aconteceu comigo.
Essa noite, eu estava no jardim, lendo tarô para a minha avó, quando ouvi um gato miando. Eu estranhei, porque na minha rua não tem gatos, só cães. E por falar em cães, o do meu irmão começou a latir feito louco!
   Tentei ignorar aquele miado. Talvez, fosse apenas um gato passando por ali. Mas aquele gato continuou miando de forma histérica e o cão latindo.
   Me irritei e levei o cachorro para dentro. Depois, peguei um banco e espiei por cima do muro para ver onde estava o tal gato. Olhei de um lado e nada. De outro, nada. Onde estava aquele gato?

- É só um gato! Relaxe! - Disse minha avó.

   Como eu ia relaxar com um gato por perto? E se ele passasse por debaixo do meu portão como aquela gatinha fez uma vez? Não! Eu precisava saber onde estava aquele gato e se ele fosse um filhote, eu teria de levá-lo para a "rua dos gatos" onde ele ficaria seguro.
   A "rua dos gatos" fica próxima ao colégio Riachuelo, que fica bem pertinho aqui de casa. Nessa rua, tem muitos gatos e pelo menos duas casas tem gatos como animais de estimação.
    
   Voltei para o meu lugar e tentei me concentrar na leitura do tarô, mas os miados histéricos daquele gato me deixaram muito nervosa. Me levantei e subi no banco outra vez para olhar por cima do muro. À essas alturas, minha avó já estava achando que eu havia surtado. Quem se importa tanto com gatos? Eu, claro!!!
  De onde vinham aqueles miados? Eu precisava saber! Prestei atenção enquanto tentava visualizar o animal nas ruas.
"Oh! Meu deus! Será?" - Eu pensei desesperada ao ter uma ideia de onde aquele gato poderia estar.
   Ignorando as broncas de minha avó, abri o portão... Atravessei a rua correndo e parei em frente ao córrego. Procurei pelo gato. Andando descalça no mato. Eu parecia uma louca, mas não estava nem aí! Me xinguei por não enxergar direito e forcei minha visão ao máximo, até enxergar uma "coisinha" arranhando as paredes do córrego com suas patinhas. Um lindo filhote de gato com pelos brancos e pretos. O que ele estava fazendo ali? Será que ele tinha caído ou pior... Alguém o tinha jogado ali de propósito?
   Eu fiquei desesperada! Queria muito ajudar aquele gatinho, mas não sabia como. Eu pularia no córrego se tivesse certeza de que não me quebraria toda, saltando daquela altura.
  O gatinho me viu e começou a miar de forma mais histérica ainda. Eu fui caminhando pelas bordas do córrego e ele me seguiu, lá de baixo. Implorando por ajuda do seu jeito.
"Por favor, Bastet? Faça alguma coisa! Ajude esse gatinho, por favor? Qual o seu problema?" - Eu rezei à deusa egípcia, desesperada. Se ela amava tanto os gatos, teria de fazer alguma coisa.
   Olhei para o outro lado da rua e percebi que um homem que estava passando por ali, me encarava de uma forma estranha. Com certeza, ele pensou que foi eu quem jogou o pobre gatinho ali. E eu tive vontade de gritar:
- Não fui eu! Não sou um monstro! Sou apenas uma garota idiota que não sabe o que fazer para ajudá-lo. - Mas, ao invés disso, eu abaixei a cabeça e aproveitei que minha mãe estava me chamando do portão e voltei para a casa.
   Fui para a sala e fiquei aborrecida.
Minha mãe terminou de lavar a louça. Tirou o avental e me disse:
- Vamos lá, olhar o gatinho?
   Eu fui com ela e Thiago também.
Quando chegamos lá, o gatinho havia sumido. Não havia nem sinal dele.
Com certeza, aquele homem o tirara dali e o levara para a sua casa. Ele fez o que eu não pude fazer.
  
   Todos os dias, eu vejo muitos gatos abandonados pelas ruas e me sinto péssima por não poder ajudá-los. Eu sei que poderia doar dinheiro a um gatil e pronto. Mas isso não é suficiente... Isso não vai ajudar os gatos da minha cidade. E eu quero muito ajudá-los. Se eu tivesse condições, eu mesma faria um gatil para abrigar todos esses gatinhos abandonados que vejo pelas ruas.
   Ainda não sei como vou ajudar esses felinos, mas preciso encontrar uma forma porque me sinto péssima por não poder fazer nada por eles.
  Às vezes, me arrependo de ter invocado a deusa Bastet porque ela despertou em mim um amor imenso por gatos. É tanto amor e compaixão que eu nem sei o que fazer com isso.
   Só quero pedir a vocês que não maltratem os gatos. Eles levam uma vida muito ruim nas ruas. Se não pode adotar um, pelo menos, não o machuque. Respeite estes bichos porque eles merecem.
 Bem, era isso. Eu agradeço por lerem!

Beijinhos e até o próximo post!

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