Não queimem as bruxas!

Posted by : Daniele Claudino
terça-feira, 24 de maio de 2016

                     Sei que este não é um assunto novo, e que, inclusive, já postei alguma coisa em dos meus blogs – talvez, a Era Das Bruxas -, mas, essa vez, volto a falar disso porque embora eu não tenha dúvidas a respeito, não é o caso dos novatos. Assumo que costumo ser insensível, às vezes e acabo sendo grossa na hora de responder algumas perguntas, mas não o faço por mal. As pessoas é que me pegam numa péssima hora, e também... Paciência não é meu forte. Mesmo tendo nascido para ser uma líder, me falta coragem, ação e PACIÊNCIA. Peço desculpas. Não vou mentir aqui e dizer que isso não vai mais acontecer, mas prometo que vou evitar contato com todos os meus leitores quando eu estiver na TPM. Valeu? Kkk.
                      Ok.
A grande questão que tanto atormenta os novatos: Bruxos vão para o inferno?
Falar de INFERNO não é tão simples quanto parece. Muitos acreditam em vida após a morte – como os wiccanos e os espíritas -, mas outros não. Aliás, tem gente que não acredita em nada. Também tem outra questão complicada; quando se acredita em tudo – ou quase tudo -, é normal que as coisas pareçam confusas. Afinal de contas, para que lugar você irá depois que seu espírito deixar seu corpo sem vida? Para o inferno de Hades ou para os Campos Elísios? Annwn, talvez? Avalon, quem sabe? Isso não é tão simples de responder, pelo menos, eu acredito que não... Porque depende de sua crença original, eu acho. Quer dizer, não adianta eu falar para um cristão que ele vai reencarnar e tal, e que pode fazer o que bem entender nessa vida, porque terá mais uma chance de fazer as coisas diferente numa próxima, porque ele não vai acreditar em mim. Da mesma forma, não adianta eu falar para um espírita que ele vai morrer e ir pro céu ou pro inferno e fim. Ele simplesmente não vai aceitar que tudo termine aí, assim. Como cada um acredita numa coisa e no fim das contas não temos provas concretas do que existe ou não de fato, não é fácil responder a uma pergunta como essa: “os bruxos vão para o inferno?”. No entanto, eu vou tentar. Talvez, você discorde da minha linha de pensamento e tudo bem. Não sou a senhora dona da razão aqui. Vou dizer apenas o que EU acho, e se você pensa diferente de mim, não sou quem vai tentar te convencer a aceitar a MINHA verdade. A ideia da Wicca é não obrigar ninguém a aceitar algo como absoluto sem nunca questionar. Diria que na Wicca somos livres para pensarmos por nós mesmos e explorarmos as possibilidades. Acredito que há mais de um caminho...
                  Seguindo a linha de pensamento dos Espíritas, somente pessoas ruins vão para o “inferno”, e o lugar nem é propriamente o inferno e sim, mais como um purgatório, conhecido como Umbral. No entanto, as almas que seguem para o Umbral não permanecem lá para sempre. Apenas passam uma temporada para “refletir” sobre suas más ações, e passado esse tempo, elas seguem para um plano mais elevado onde se prepararam para renascer. Como Deus e os Anjos Celestes são justos, essa alma que está prestes a renascer saberá que todas as suas ações do passado refletirão em sua nova vida e que, talvez, por conta disso, ela possa vir a ter uma vida cheia de limitações ou “provações”. Mas quantas vezes uma alma pode voltar à Terra? Quantas vezes forem suficientes para que ela evolua e se eleve a nível angélico.
              Mas afinal o que condena uma pessoa ao Inferno ou ao Umbral?
           Para uma alma se afundar tanto é preciso mais que simplesmente acreditar em gnomos que fumam maconha ou ser um mentiroso, trapaceiro, filhote de elfo... Bem mais...
                  Na Wicca, não fazemos mal a ninguém: Não realizamos sacrifícios de sangue, não torturamos criancinhas nem adoramos o diabo. Então, por que iríamos para o Inferno? Por usarmos poderes ocultos que os Anjos Caídos e o Povo Das Fadas liberaram? Se for assim, então, não vamos mais usar lâminas, nem joias, nem maquiagem porque os Anjos Caídos que nos apresentaram tudo isso. A meu ver, Deus sabia que nós, humanos, sempre fomos fracos e imperfeitos e facilmente corrompidos, e, por isso, não quis que usássemos a magia, para não ferirmos uns aos outros. Até hoje, tem muita gente que não sabe fazer bom uso da magia. Eu nem preciso citar aqui o caso de bruxos que sacrificaram crianças para fins diversos – e não é um caso antigo não, mesmo nos dias atuais, isso ainda acontece -. Esse tipo de gente sim, vai para um buraco negro, frio e povoado de criaturas demoníacas. E vou dizer, é o mínimo que merecem por cometerem tamanha atrocidade! Não sei como alguém tem coragem de fazer mal a uma criança. Vejo as crianças como se fossem anjinhos – ok, algumas estão mais pra diabretes, mas ainda sim, são adoráveis diabretes -, as quais, devemos proteger e amar. Machucar uma criança é horrível! Não só crianças, mas qualquer ser indefeso. Não fazemos coisas do tipo na Wicca! Não admitimos coisas do tipo! Pregamos o amor não apenas ao próximo, mas a si mesmo. Porque a melhor forma de amar os outros é amando a si mesmo. Uma pessoa que não ama a si mesma não consegue amar ninguém porque não sabe o que é isso. Amar a si mesmo não é ser egoísta e sempre pensar em você antes dos outros, mas fazer o que te faz bem – claro, contanto que isso não prejudique a ninguém -. O amor deve ser livre, compreensivo e incondicional. Amor com sofrimento não é amor é tortura. O que quero dizer é que você nunca deve se submeter a coisas que não concorda ou não gosta só para provar a alguém que você o ama. Ou a pessoa acredita em sua palavra ou não te ama de verdade.
                   Outra coisa, na Wicca, você pode adorar os deuses que quiser sem problema. Talvez, você prefira Afrodite por poder ajuda-lo a ter amor próprio, ser belo e confiante, ou talvez, possa preferir Macha para tomar decisões e fazer as coisas acontecerem, ou pode preferir cultuar apenas os Elementais porque se sinta mais à vontade ou seja um híbrido (prometo que em breve vou postar mais coisas sobre os híbridos, achei umas coisas bem interessantes aqui sobre eles). O lance é, não importa no que você acredite ou que siga, mas sim suas ações. Não é a Religião que te torna mal, mas sim suas ações impensadas. Há satanistas que não fazem mal a ninguém, e há cristãos que são fanáticos religiosos e fazem mal a quem se recusa a aceitar sua linha de pensamento. Há de tudo no mundo. Não estou dizendo aqui que os satanistas são os mocinhos e que os cristãos são os vilões, de maneira nenhuma. Eu não sou ninguém pra julgar as crenças alheias. Eu acho que a gente deve seguir aquilo que toca nosso íntimo – seja para o bem ou para o mal -. Uma vez, quando era criança, lembro que vi uma cena num filme (cujo nome, infelizmente não me lembro) em que uma criança perguntava a um adulto se era ruim ser mal. O adulto respondeu que nenhuma das duas escolhas estava errada e que ele deveria ser o que o agradasse mais, o que tocasse em seu íntimo. Eu posso dizer que experimentei os dois lados, o ruim e o bom. Nunca fiz mal a ninguém – mas confesso, vontade não faltou – porque eu sabia... Se o fizesse... Seria difícil voltar atrás, e certos caminhos não tem volta.
                    Mas, segundo a linha do pensamento Espírita, Deus é um ser amoroso e piedoso, como um bom pai, só quer o melhor para seus filhos e, por isso, permite que eles renasçam, como uma forma de lhes uma segunda chance de fazerem as coisas do jeito certo, dessa vez, porque Deus é paciente e sabe que tudo tem seu tempo.
                       Eu costumava me preocupar muito, no início, se ia ou não para o Inferno, mas depois de um tempo, isso parou de me atormentar porque eu percebi que o que eu estava fazendo não prejudicava a ninguém e me ajudava a amadurecer e crescer espiritualmente. Foi com a Wicca que aprendi a ser mais compreensiva e carinhosa. Acreditem, houve uma época em que eu não me importava muito com nada nem ninguém e ia a igreja apenas por ir. Mesmo quando eu me esforçava para abrir meu coração e ser tocada por Deus, isso não acontecia. Por que? Porque eu estava na religião errada para mim. Na Wicca não. Me sinto completa e satisfeita aspirando a fumaça de incensos e observando a lua ou o crepitar da chama das velas. No entanto, não significa que eu tenha abandonado a Deus. Sempre vou amá-lo e aos anjos também, mas eu devo seguir o que me faz bem, o que me completa, o que toca a minha alma – certo ou errado, não importa, não importa o que os outros digam ou pensem, importa o que eu sinto -. Eu quero que vocês sigam o que toca no fundo de suas almas, não importa se não for a Wicca. O importante é que não haja dúvidas. Enquanto houver dúvidas, estude e aprenda o que puder. Troque ideias com pessoas que estejam na mesma que você e vá fundo. Você só vai saber se gosta se experimentar. E para experimentar, é preciso espantar o fantasma do medo, antes.
                     Não tenha medo de ir adiante. Lembre-se sempre: “Se não faz mal a ninguém não é ruim”. Ruim é machucar os outros, julgar, condenar, atirar pedras sem antes conhecer...
                   Wiccanos buscam apenas se harmonizar com as forças da natureza porque são seres sensíveis e gratos por serem quem são e terem o que têm; e, compreendem que somos todos UM. Essa é uma difícil missão que muitos híbridos terão de enfrentar, mostrar aos outros quem somos e o que de fato buscamos, mas a resposta é tão simples: Só queremos paz e harmonia, só queremos que as pessoas se respeitem e deixem de se odiar, que o mundo seja um lugar melhor e que o amor seja a única verdade absoluta. Não seremos punidos por desejarmos o bem comum, não seremos.

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