Djinn

Posted by : Daniele Claudino
domingo, 13 de agosto de 2017

Para alguns estudiosos existem basicamente quatro categorias de djinn associadas aos quatro elementos: fogo, água, ar e terra.
      A presença do djinn do ar junto à pessoa é marcada pela sensação de cansaço e falta de ânimo para fazer as coisas, enquanto o djinn da água proporciona a capacidade de poder influenciá-la negativamente em seu aspecto emocional. O djinn da terra junto à pessoa a conduz pelo forte sentimento de liberdade, de se sentir livre (de ficar mais à vontade) e o djinn do fogo por um sentimento intenso muitas vezes relacionado à posse, à raiva e à inveja. Aqueles que manipulam a energia vibracional (vermelha), eles devem particularmente se observar em relação a este último.

         A presença do djinn é marcante, principalmente aquela que se faz pela presença do djinn do fogo (que trabalha diretamente com a energia luminosa de campos eletromagnéticos). A pessoa que fizer tudo de maneira correta (vibracionalmente), o djinn ouvirá seus anseios e suas solicitações, mas se forem também convenientes para ele. Ainda, o djinn interessadamente não fará nada de graça, ele sempre exigirá algo em troca. Portanto para que ele realize um efeito (o pedido) precisa de uma causa (a troca). O solicitante não precisa se preocupar em “oferecer sua alma”, porque estas entidades (em sua maioria) não trabalham com este tipo de troca, mas com algo mais associado ao mundo material.

O dinn, djin, djinn, gênio ou ser elemental ou ainda, simplesmente “elemental” é uma entidade que “se insere” em campos eletromagnéticos e os manipulam, portanto possui total facilidade no domínio da matéria. Alguns deles são algumas vezes conhecidos também como “mensageiros” por passarem informações e orientações à humanidade. O campo de atuação desta entidade é também o da quarta dimensão, diferentemente dos seres humanos que ostentam corpo físico e que sujeitos às limitações do espaço-tempo estão mais prisioneiros à terceira dimensão.
         Os djinn possuem características e capacidades próprias, como a de materializar objetos, comida ou outras substancias e de viver muitíssimo mais que os seres humanos, sendo relativamente imortais em relação a estes, que vivem fisicamente poucos anos. Os djinn podem caminhar no dia-a-dia entre as pessoas sem serem reconhecidos, quando “tomam” a aparência humana.

Este ser em outro plano de existência (dimensão) não mais movido por anseios emocionais e existindo em frequência superior a da terceira dimensão, ele tem facilidade de fazer a leitura do que está na mente humana e em função disto, conhecer os anseios e as necessidades cotidianas do ser humano, quando então de maneira travessa gosta muitas vezes de fazer “o jogo do gato com o rato”, dizendo-o coisas na forma de informações e de promessas para ver como ele comporta consigo mesmo e com os outros, na medida em que vai se divertindo com o seu comportamento emocionalmente inseguro e impressionável, que o leva quase sempre para os confrontos próprios deste seu mundo, que é também estruturalmente ilusório.

Não se pode confiar no que os djinn dizem, se o que informam é verdade ou não, por mais sinceros que pareçam. Quando eles não sabem a resposta para uma determinada pergunta (porque não alcançam o futuro), eles a inventam imediatamente sem importar com as consequências. Também fazem muitas vezes falsas promessas, porque não as cumprem.

Os djinns muito dificilmente revelam a sua verdadeira identidade e como manipulam a matéria podem se mostrar com muitos disfarces, quando alguns se limitam brincar inocentemente com o ser humano, divertindo-se. Entretanto, outros não procedem desta forma, tendo intento mortal em relação a ele.

Os contos sobre o djinn revelam uma longa historia de injustiças. A principal delas (no entender deles) foi motivada por Deus em favor dos seres humanos, que acabaram por não serem também justos com eles. Na cultura islâmica Salomão (Sulayman) que é considerado um dos maiores governantes do mundo, um verdadeiro apóstolo e mensageiro de Alá (protótipo de Maomé) possuía como dom divino o controle ditatorial sobre os djinn, quando os fez de escravos para ajudar na construção tanto do Primeiro Templo quanto de toda a cidade de Jerusalém. Também os forçou irem à guerra, sendo comandados por homens para lutarem contra outros homens e ainda os utilizou para impressionar a rainha de Sabá. Portanto, o ressentimento e o rancor mortal que alguns djinn guardam em relação aos seres humanos, eles já vêm de milhares de anos.
Por possuírem força sobre-humana e poder para erguer e levitar objetos de grande tamanho e peso, foi um dos motivos pelo qual foram utilizados por Salomão na construção do Primeiro Templo.

Ainda de acordo com estes contos os clãs de djinn brigavam constantemente por motivos até banais. Em relação a estas guerras que foram duradouras e poluentes do ambiente destruindo a natureza, não estão elas na verdade como os épicos Ramayana e Mahabharatha descrevendo fatos físicos destes acontecimentos?


No tempo em que os djinn viveram no universo (plano) físico eles construíram grandes cidades, quando começaram usar armas fantásticas e terríveis, chegando a ponto de causar danos irreversíveis ao universo físico. Neste ponto foi quando Alá ordenou a um exercito de anjos que os detivessem, gerando uma guerra que durou mil anos, que foi perdida por estes seres belicosos e que foram lançados em um mundo paralelo próximo ao que o ser humano hoje vivencia. A maioria deles aceitou esta transferência, mas alguns não.

Alguns djinns tiveram permissão para continuarem no universo físico, para ajudarem a reparar os danos que a sua raça causara à natureza, facilitando a nova raça (humana) a condição de habitar e povoar a Terra.

Estes seres que comunicam com os seres humanos muito provavelmente por portais interdimensionais (buracos de minhoca), eles são considerados no Oriente Médio djinn e no Ocidente como seres alienígenas ou seres extraterrestres. No mundo físico a “porta” de comunicação entre os dois planos de existência (humano-djinn) pode estar em qualquer lugar, mas as cavernas se destacam neste sentido.
Dentro destas cavernas quando se aproxima do portal e dos djinn muitas vezes ali forma uma neblina brilhante em tom esverdeado (neon) e dela vozes que comunicam com a pessoa.
O fenômeno da sarça ardente citado no Alcorão nele se percebe (como “tecnologia”) o envolvimento direto dos djinn.

Muitos dos djinn mais jovens (jovialidade não a mesma entendida pelos seres humanos) são bastante curiosos em relação ao ser humano. Comparativamente com uma criança humana de seis anos, “uma criança” djinn provavelmente terá milhares de anos, sendo voláteis e imprevisíveis em suas reações a afrontas e danos.

Para aproximarem dos seres humanos (mais de crianças do que dos adultos), estes seres tomam a forma de animais, de pássaros ou de outra forma que chame a atenção, para que possam ficar observando e ao mesmo tempo esconder a sua verdadeira identidade. Comumente eles ficam invisíveis, portanto quando não fisicamente presentes, eles comunicam apenas por meio da voz.

Os djinn verdes com milhares de anos de existência, mas ainda em sua maioria crianças ou jovens possuem o conhecimento da história da humanidade e do multiverso muito maior do que o de qualquer ser humano. Estes djinn podem ser brincalhões, temperamentais e às vezes gentis. Mas, podem ser também cruéis e vingativos, como são também alguns jovens humanos, que como eles podem ainda possuir diferentes níveis de poder através de conhecimento e de talento.

Os djinn azuis também chamados de marid existem em menor número, são mais velhos, com o poder só inferior a de um anjo. Raramente eles interagem com a raça humana.
Estes djinn mais velhos e com mais conhecimento, eles podem manipular a matéria do Universo, mudando a vibração das cordas, da mesma forma que uma pessoa quanto mais souber tocar um violino, mais acordes ela saberá e mais vasto será o seu repertório. Vibrações de cordas individuais determinam o tipo de partículas e de matéria formadas – e, estes djinn são capazes de mudar as notas das cordas, transformando uma forma de matéria em outra. Este talento de mudar as propriedades da matéria não é adquirido normalmente, eles precisam como os seres humanos de adquirir conhecimento para exercer determinada atividade e esta eles a adquirem depois de um longo período de informação e de aprendizado.

Os djinn vermelhos têm o único propósito de provocar a queda da raça humana, quando do meio das sombras vêm lentamente influenciando no decorrer de séculos os pensamentos dos seres humanos, que são induzidos pelos “sussurros” destes seres considerados “os terroristas” do Universo, para que pensem e ajam contra as Leis Universais. A única intenção deles é eliminar da Terra todos os seres humanos, para novamente apenas eles ocupá-la.

Existem os também os djinn pretos, mas poucas informações existem sobre eles e ainda os djinn amarelos, que de acordo com contos árabes parece que isolam do universo físico e dos outros tipos de djinn.

Embora todos os djinn são potencialmente perigosos (quando provocados), os realmente perigosos para a raça humana são os vermelhos que têm o único objetivo destruí-la. Eles como os outros são identificados “pelo fogo que não queima”, mas estes são particularmente identificados como “incendiários” pela sua natureza incendiária. Ficam felizes quando as coisas (em sentido figurado) “queimam ou esquentam”.


Os djinn, que na forma de um homem, de mulher ou de animal antropomórfico prega peças e, fora disso, eles também desobedecem a regras normais e normas de comportamento. Eles têm tendências para brincadeiras de mau gosto, agindo de maneira maliciosa e maldosa. Apesar de não serem inerentemente malignos não possuem senso superior ao bem coletivo, movendo pelo instinto e seguindo apenas seus desejos e impulsos. Eles em suas atividades como “espírito” voltam sempre com maior intensidade ao assediado. Isto é próprio deles, que suspendem o assedio por algum tempo, para retornarem posteriormente com muito mais força.


Existem numerosas semelhanças e ambiguidades entre anjos, demônios e djinn, que dão amplas oportunidades para os djinn disfarçarem como um ou outro. Em muitos aspectos os djinn lembram algumas descrições dos primeiros anjos, quando algumas vezes eram gentis ou prestativos com as pessoas e outras vezes eram friamente justos e rígidos.

No mundo antigo os anjos eram probos, mensageiros divinos de Deus, porém capazes de destruir populações inteiras, sem misericórdia. Os djinn estavam mais próximos dos demônios em termo de comportamento, mas eles tinham uma ligação original com o reino angélico.
Os primeiros anjos judaico-cristãos exerciam o “poder da força física” impondo as regras de um “Deus” que se irritava com as pessoas e mandava seus anjos repreendê-las, puni-las, batê-las e até matá-las.
Nos tempos modernos, na cultura ocidental a visão dos anjos é puramente mais idealista, sendo considerados aliados espirituais contra o mal.
Na tradição islâmica os anjos são sempre anjos – entes obedientes a Deus, portanto não existem anjos rebeldes ou caídos (em realidade mais densa). Quando Deus ordenou aos anjos que “se ajoelhassem diante de Adão”, todos assim o fizeram. O papel de desafiadores coube aos djinn – aos “decaídos” (entes de menos vibração).

Ainda, de acordo com esta tradição religiosa existem algumas diferenças entre os djinn, anjos e demônios. Nos três parágrafos a seguir estão algumas delas:


||Os djinn têm gênero, vivem milhares de anos, mas morrem e são esquecidos, vinculavam-se originalmente com os anjos, são proscritos de Deus, vivem em lugares sujos/poluídos, comem e bebem, tem famílias e clãs, fazem sexo entre si e com humanos (engravidando mulheres), transformam em qualquer forma, são normalmente invisíveis a menos que queiram ser vistos, normalmente o seu único dever é consigo mesmo, são enganadores com natureza trickster, interferem nas questões humanas, provocam doença e infortúnio, causam possessão nos homens e mesmo em animais, podem entrar nos sonhos, tem conhecimento do presente e do passado, mas não do futuro.||

||Os demônios mudam de gênero, vivem mais que os humanos, morrem e se encolhem até seu estado primordial, tinham vínculos originais com os anjos, são proscritos de Deus, vivem em lugares sujos e poluídos, comem e bebem, organizam-se em hierarquia como os militares humanos, fazem sexo entre si, fazem sexos com humanos (engravidando mulheres), transformam-se em qualquer forma, geralmente são invisíveis a não ser que recebam ordem para serem vistos, seguem a vontade de um ser que o têm como o seu superior, possuem o único dever de subverter os humanos para este ser, são enganadores com natureza trickster, interferem nas questões humanas, provocam doenças e infortúnios, causam possessão nos homens e mesmo em animais, podem entrar nos sonhos, tem conhecimento do presente e do passado e do futuro.||


||Os anjos não têm gênero, vivem até o fim do Universo, são seres mais próximos de Deus, gozam da graça de Deus, vivem em reinos celestiais (de luz), não comem e nem bebem, são organizados em hierarquia de poder e dever, não fazem sexo entre si, alguns podem fazer sexo com os humanos (engravidando mulheres), transformam em qualquer forma, são geralmente invisíveis a não ser que recebam ordem para serem vistos, seguem a vontade de Deus, que é por eles glorificado e são seus mensageiros, não interferem sem a direção de Deus, dão apoio e ajuda, não causam possessão, podem entrar nos sonhos, têm o conhecimento do passado, presente e do futuro.||

Como se proteger de um Djinn:



Os djinn, os demônios e os outros entes nesta categoria comportam (de acordo com a tradição) com receio do metal ferro, portanto este metal é uma das melhores e mais universais armas contra estes seres, sugando a sua energia e o seu poder, pelo campo eletromagnético que irradia.
A origem exata desta crença é desconhecida, mas ela já vem desde a Antiguidade. Para os babilônios, egípcios e astecas o ferro era sagrado, como vindo do céu. Os antigos gregos e romanos não permitiam a presença deste metal em seus templos e rituais, porque repelia os espíritos. Os antigos saxões não usavam varinhas de runas de ferro em cemitérios para não perturbar os mortos. Ainda, de acordo com estas crenças o rei Salomão escravizou os dijnn, utilizando-se de “um anel mágico” feito de cobre e de ferro que ostentava um talismã – um pentáculo gravado.

Orbes X Djinns





Orbes (esferas) de luz costumam aparecer em áreas onde os óvnis são avistados, mas também se manifestam em “áreas mal-assombradas” e em outros locais ricos em atividades paranormais. Em anos recentes milhares de pessoas captam em suas fotos digitais estranhos orbes de todas as formas e cores. Embora os especialistas em imagem e fotografia tenham múltiplas explicações para varias destas fotos, há um bom numero delas que deixa até os mais céticos aturdidos.
Os “caçadores de fantasma” creem que os orbes são espíritos desencarnados, os ufólogos acham que eles representam algumas espécies de sondas alienígenas, os chamados “canais espiritualistas” acreditam que os orbes são anjos e alguns investigadores do paranormal pensam que se trata de um fenômeno que chamam de “luz fantasma”.
Talvez nenhuma destas teorias esteja correta. É perfeitamente possível que estas luzes sejam os djinn verdes (não tanto pela neblina “cor neon” quando se mostra, mas pela sua pouca idade) e, um dos motivos pelos quais estão aparecendo mais constantemente nas fotografias, seja o fato da realidade em que o homem vivencia esteja cada vez mais se mesclando com o mundo deles.

Lidando com o Djinn da Lâmpada





Há várias histórias e piadas por aí envolvendo gênios e lâmpadas, e em quase 100% delas a pessoa que liberta o Djinn acaba se dando mal. Não é para menos. Depois de passar anos, décadas, séculos confinado, é natural que o Djinn esteja com raiva quando sai de sua prisão. Curiosamente, muitas vezes a pessoa que o liberta escreve sua própria sentença de morte, pedindo as coisas erradas.
Em outras ocasiões, o Jinn mata aquele que o libertou assim que concede o terceiro desejo. Uma coisa sábia a se fazer, ao receber três desejos, é guardar o terceiro para ordenar o Djinn a retornar ao seu confinamento. Vale a pena deixar um pouco de lado a cobiça em prol da segurança.
A relação do mestre com o Djinn é sempre complicada. Há uma dívida de gratidão e uma ameaça constante no ar. O Djinn opera exatamente como um servidor mágico, e as mesmas regras se aplicam. Mais especificamente, os Djinns têm um comportamento muito similar ao dos demônios da Goetia.

          Fazer um pacto com o Djinn é algo extremamente difícil, decorrente da sua história que fez com que eles perdessem a confiança nos Magos. Embora eles ainda possam ser contatados e fazerem os pactos da mesma forma que faziam antes de Salomão. O mago deve tratar o Djinn com respeito e não portar nada que o desafie ou o ofenda (recipientes, armas e círculos de proteção).
O Mago deve pedir o que quiser e oferecer algo que agrade ao Djinn em troca. Caso o Djinn aceite, eles fazem o pacto ajuntando uma gota de sangue do mago e uma gota de Ichor (Como os Gregos chamavam o sangue dos Deuses) do Djinn Eles estabelecem um período de tempo e quem quebrar o pacto é obrigado a servir o outro pelo período estabelecido durante o Pacto.
              O que eles desejam em troca? Eles têm pouca utilidade para coisas materiais e normalmente querem algum sacrifício ou uma forma de reconhecimento ou adoração, que lhe conceda mais poderes perante aos outros espíritos. Os mais antigos ainda mantêm o costume de querer sal, ouro e incenso.



*Fontes:

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